Página Inicial Glossário Código PRN (Código de Ruído Pseudoaleatório)

Código PRN (Código de Ruído Pseudoaleatório)

Voltar ao Glossário
Código PRN (Código de Ruído Pseudoaleatório)

Um código de Ruído Pseudoaleatório (PRN) gera uma sequência binária que parece aleatória, mas permanece determinística e repetível. Sistemas de navegação por satélite, como GPS, Galileo e BeiDou, juntamente com diversas aplicações de comunicação, dependem desses códigos.

Os códigos PRN oferecem características essenciais que os tornam fundamentais para navegação e comunicação.

Eles seguem um padrão determinístico, uma vez que são gerados por algoritmos, garantindo uma reprodução precisa. Apesar de seu design estruturado, eles exibem propriedades estatísticas semelhantes ao ruído branco, fazendo-os parecer aleatórios.

Engenheiros projetam códigos diferentes para serem ortogonais ou únicos, o que reduz a correlação cruzada e minimiza a interferência.

Em aplicações de GPS e GNSS (por exemplo, Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas), cada satélite na constelação transmite um código PRN único.

Esses códigos desempenham múltiplas funções: eles ajudam os receptores GPS a distinguir sinais de diferentes satélites, permitem o cálculo de alcance comparando códigos transmitidos com uma versão gerada localmente para determinar o tempo de viagem do sinal e suportam a modulação por espalhamento espectral.

Essa técnica de modulação permite que os sinais sejam transmitidos em uma ampla largura de banda, aumentando a resistência a interferências e jamming.

O GPS utiliza diferentes tipos de códigos PRN. O código C/A (Coarse/Acquisition) suporta a navegação GPS padrão e se repete a cada 1 milissegundo. O código P(Y), projetado para aplicações militares, criptografa seus dados e se repete a cada sete dias.

O código M, uma versão militar avançada, aprimora as capacidades anti-jamming.

Registradores de Deslocamento com Feedback Linear (LFSRs) geram códigos PRN, produzindo sequências com propriedades de correlação desejáveis para o rastreamento preciso de sinais.

Ao manter características pseudoaleatórias, ao mesmo tempo em que garantem previsibilidade e repetibilidade, os LFSRs tornam esses códigos altamente confiáveis para navegação e comunicação.

Para G1 e G2, a relação de recorrência é:

G1(n) = G1(n−3) ⊕ G1(n−10)

G2(n) = G2(n−2) ⊕ G2(n−3) ⊕ G2(n−6) ⊕ G2(n−8) ⊕ G2(n−9) ⊕ G2(n−10)

Onde ⊕ (XOR) é a operação de adição binária.

O código PRN é então formado como:

PRN(n) = G1(n) ⊕ G2 (n+delay)

O delay varia para cada satélite GPS, garantindo sequências PRN exclusivas.